Dezembro 2, 2020

Mãe indiana, pai jamaicano, Kamala Harris é a primeira vice mulher dos EUA

Kamala Harris faz história ao chegar à vice-presidência dos Estados Unidos neste sábado 7. Filha de mãe indiana e pai jamaicano, Kamala é a primeira mulher a ocupar o cargo. Negra, ela foi escolhida por Joe Biden no dia 11 de agosto, quando os protestos antirracismo chegavam ao apogeu nas ruas americanas motivamos pelo assassinato do afroamericano George Floyd por policiais de Minneápolis.

Kamala, de 56 anos, nasceu em Oakland, na Califórnia, cidade que tem histórico de distúrbios raciais e é uma das mais violentas do país. É filha de uma pesquisadora indiana e um professor da Jamaica. Desde 2017, ela ocupa o cargo de senadora pelo estado e concorreu à nomeação democrata à Presidência competindo, inclusive, contra Biden. Ela, no entanto, acabou derrotada. 

Antes, Kamala foi procuradora pela Califórnia estado entre 2004 e 2011 e hoje advoga pela reforma do sistema prisional. Com frequência, Kamala aborda a questão da guerra às drogas, pedindo mudanças na lei. A postura agrada em cheio à ala mais a esquerda do Partido Democrata. 

Kamala atrai ao Partido Democrata uma base leal de uma pequena, porém poderosa, área de seu estado: as estrelas de Hollywood. O primeiro evento solo de arrecadação da vice foi co-organizado por nomes como as atrizes Reese Whiterspoon e Mindy Kaling, além da notória produtora Shonda Rhimes, mente por trás das séries de TV “Grey’s Anatomy” e “Scandal”.

Os ingressos para participar, convertidos em doações, variavam de 500 dólares a 100.000 dólares, de acordo com o The Wall Street Journal. Um evento posterior teve ainda participação do multitalentoso Billy Porter, um dos principais nomes da Broadway, que cantou “Home”, do musical “The Wiz”. No total, já foram mais de 20 eventos virtuais.

Kamala é uma voz em pautas progressistas que podem ser turbulentas para Biden, como a maconha, e em questões sociais em que teria um “lugar de fala”, como os protestos contra o racismo, que se espalharam por todo o país após a morte de George Floyd.

Em uma entrevista recente à CNN, a democrata citou disparidades raciais na aplicação de leis envolvendo a maconha, citando como há “dois sistemas de Justiça separados no país”, um para pessoas de cor e outro para pessoas brancas.

Apesar de ter sido contra a legalização da maconha na Califórnia enquanto era procuradora do estado, ela destacou que “se quisermos resolver estas disparidades, não nos ajuda fingir que não existem”.

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