Janeiro 23, 2021

Saiba quais foram os três maiores asteroides que já passaram bem perto da Terra

Todos os dias, pequenos asteroides e meteoros entram na atmosfera terrestre e atingem a Terra. Ao entrar na alta atmosfera, esses corpos são fragmentados em pequenos pedaços rochosos que nem chegam ao solo. Se você já viu uma estrela cadente, então viu um asteroide vagueando pelo nosso planeta.

Mas vez ou outra alguns asteroides grandes e perigosos chegam perto do nosso planeta.

De acordo com o professor do Instituto de Astronomia da USP Roberto Costa, quando corpos celestes têm mais de 100 metros, podem representar danos na região que caem.

Quando alcançam 1km ou mais, podem causar danos em todo o planeta Terra. Como foi o caso do asteroide que extinguiu os dinossauros no período Cretáceo, há 66 milhões de anos.

Em tempos mais recentes, alguns objetos gigantes e bem perigosos já tiraram uma “fininha” da Terra. Mas se estamos aqui hoje, é porque nenhum deles nos atingiu.

Saiba quais são os três maiores corpos celestes rochosos que já passaram bem perto do nosso planeta:

3122 Florence

O asteroide 3122 Florence ou 1981 ET3, foi descoberto em 1981 pelo astrônomo Schelte Bus no Observatório de Siding Spring.

Em 01 de setembro de 2017, 3122 Florence chegou o mais próximo da Terra em sua órbita, em uma distância de 18,38 dias-luz ou cerca de 7 milhões de kilômetros. Ele ficou a 18 vezes a distância média do nosso astro, a Lua.

As dimensões do asteroide são de tirar o fôlego: os astrônomos estimam entre 4,9 km de diâmetro – o suficiente para causar um belo estrago no planeta Terra.

Mas fique tranquilo, sua volta está programada para 2024 a 57 milhões quilômetros de distância, e depois em 2050, a 52 milhões quilômetros de distância. Quanto mais longe melhor!

3200 Phanthon

O asteroide 1983TB ou 3200 Phanthon é o segundo maior a chegar perto da Terra: possui 6,25 km de comprimento e chegou a uma distância de 14,95 dias-luz ou 5 milhões de quilômetros de distância, em 13 de dezembro de 1931.

Ele foi detectado pelo Satélite Astronômico Infravermelho, conhecido como IRAS e em uma análise feita em 1983 dos dados do satélite, os astrônomos descobriram a existência do asteroide. 3200 Phanthon cruza as órbitas da Terra, Vênus, Mercúrio e Marte.

A próxima vez que o asteroide se aproximar do nosso planeta deve ser em 2026, a 54 quilômetros de distância.

16960

Por último, mas definitivamente não menos importante, o asteroide 16960 ou 1998 QS52 tem um diâmetro aproximado de 4,1 km e passou pela pertinho da Terra em 12 de junho de 1989 a uma distância de cerca de 6 milhões de quilômetros.

Ele cruza as órbitas de Júpiter, Terra, Mercúrio, Marte e Vênus. Ele foi descoberto em 1998 pelo projeto LINEAR (Lincoln Near-Earth Asteroid Research ou Lincoln Pesquisa de Asteróides Próximos à Terra), projeto responsável por descobrir diversos corpos nos espaço.

Depois de uma volta por Júpiter e Vênus, o 1998 QS52 deve se aproximar da Terra novamente em 2025, a cerca de 70 milhões de quilômetros e depois em 2038, a cerca de 12 milhões de quilômetros.

Maio de 2022

Em 6 de maio de 2022 existe uma chance do asteroide 2009 JF1 atinjir a Terra. Mas fique tranquilo, a probabilidade é de 0,026% ou seja 1 em 3.800.

A escala de Turim, que classifica o risco de colisão e o potencial destrutivo de asteroides e cometas, avalia o risco em 0 para o Asteroide 2009 JF1.

E se mirando a única probabilidade em 3.800 formos atingidos pelo asteroide? Mesmo assim, cientistas dizem que não há motivo para grandes preocupações.  

O corpo rochoso pesa 2,8 mil toneladas, o que equivale ao peso de um pequeno prédio, e seu diâmetro é de 13 metros, consideravelmente abaixo do que a ciência encara como “potencialmente perigoso”.

Ao entrar na alta atmosfera, esses corpos menores são fragmentados em vários pedaços que cairiam espalhados.

Os impactos oferecidos pelo JF1 são de danificar janelas ou telhados. Porém, o provável é que ele caia no oceano.

O professor Roberto Costa, do departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia e Geofísica e Ciências (IAG) da Universidade de São Paulo, explica que a partir de dezenas de metros pode oferecer algum risco mais sério.

“Dezenas de metros implica em objetos que causam danos locais importantes. Centenas de metros causariam danos regionais. Objetos acima de um quilômetro de diâmetro podem causar danos ao planeta todo. Esses são os responsáveis pelos eventos de extinção. O último desse tipo atingiu a Terra há 66 milhões de anos e causou a extinção dos dinossauros”, explica.

Todos os anos, inúmeros asteroides e meteoros pequenos caem na Terra. “Se você descer ao tamanho de centímetros ou milímetros, somos atingidos todos os dias. São as estrelas cadentes, todos já devem ter visto alguma. São pequenos objetos que entram na atmosfera e se queimam por atrito com o ar. A grande maioria nem chega ao chão”, explica o docente.

Um evento parecido aconteceu em 2013, na cidade de Chelyabinsk na Rússia. Um asteroide de cerca de 20 metros de diâmetro e 10 mil toneladas entrou na atmosfera terrestre.

A população local viu uma bola de fogo rasgando o céu e atingindo a cidade. Ele causou a quebra de janelas e o desabamento de telhados, deixando feridos com os estilhaços e queimaduras da radiação ultravioleta.

Esse é o segundo maior registro de impacto na Terra desde a queda de um meteoro na Sibéria, na cidade de Tunguska, em 1908. Na ocasião, o objeto arrasou 2 mil km² de árvores na região.

CNN Brasil

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